Notícias

Tudo sobre o mundo dos imóveis

Suspenção dos Vistos Gold

O sector imobiliário está preocupado com a suspensão da emissão de Vistos Gold pelo SEF. A APEMIP alerta para número de processos parados e para possibilidade de os investidores estrangeiros procurarem outros mercados.

“É lamentável que isto aconteça neste momento. Há muitos processos parados, investimentos que não se fazem e que podem ser deslocados para outros países que, alguns, têm programas até melhores do que o nosso”. O alerta é de Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) em reacção à notícia hoje avançada pelo Jornal de Notícias, de que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) decidiu suspender a emissão de Vistos Gold.

A suspensão, de acordo com o jornal, tem a ver com facto de a nova lei, que entrou recentemente em vigor, não prever toda a regulamentação necessária para que os vistos possam ser passados dentro de todos os parâmetros legais.

“Não é de hoje que temíamos já que existissem problemas, com a redução de atribuição de vistos nos últimos meses, e o problema devia ter sido visto a tempo e evitado”, acrescenta Luís Lima. A APEMIP, que acompanha as estatísticas periodicamente, tinha já verificado uma emissão de apenas seis vistos em Maio e de 36 em Junho, tendo então alertado para essa quebra. Afinal, eram números muito reduzidos quando comparados com os 88 de Abril ou os 103 de Fevereiro, por exemplo.

Desde o início do programa, em 2012, foram emitidos 2.420 Vistos Gold, investimentos responsáveis pela entrada em Portugal de mais de 1,5 mil milhões de euros de investimento, entre aquisições de imóveis e transferência de capitais. “E estamos apenas a falar de investimento directo, que depois se multiplica em muitas outras áreas de actividade”, sublinha Luis Lima.

Para o presidente da APEMIP, esta situação “é uma péssima notícia, que poderá ter consequências muito graves no que toca à percepção da credibilidade do programa por potenciais investidores”. Uma percepção, que lembra, estava já afectada pela operação labirinto. “E agora um entrave processual desta ordem, é convidar os investidores a procurarem outros países para investirem o seu dinheiro. Esta situação é incompreensível, e quem fica a perder é, apenas e só, o nosso País”, conclui.

O Negócios solicitou um comentário ao Ministério da Administração Interna, mas, até ao momento, não recebeu qualquer resposta.

Fonte: Jornal de Negócios